Paulo Guedes e a falta de auxílio do governo decretam falência de Love Story, em SP

Boate marcou época na boemia paulistana. Localizada no centro da cidade, a boate se torna mais uma vítima das políticas de austeridade de ministro de Bolsonaro

Love Story fez história no centro de São Paulo / Foto: Reprodução

O juiz Marcelo Barbosa Sacramone, da 2ª Vara de Recuperação Judicial e Falências de São Paulo, decretou a falência da boate Love Story, que marcou a boemia paulistana, conhecida popularmente como “A Casa de todas as Casas”. Leia a íntegra da decisão.

Com uma dívida estimada em R$ 1,7 milhão, a boate pediu recuperação judicial em agosto de 2018. Três anos depois, a pandemia do coronavírus agravou a situação e a boate acabou descumprindo o plano de recuperação judicial e outros compromissos assumidos.

Na petição inicial que pediu a recuperação, os advogados afirmam que a discoteca, localizada no centro da cidade de São Paulo, na Rua Araújo, 232, com capacidade para 500 pessoas, em frente ao Edifício Copan, “sempre se destacou por ser uma danceteria que misturava estilos dos Clubes de Ibiza e de Amsterdã, “contando com iluminação eletrônica em ambiente descolado e despojado para os apreciadores da música eletrônica dançante”.

“A boate Love Story está inserida no circuito de casas de entretenimento noturno e discotecas de São Paulo, arrolada como um ponto de encontro de quem gosta da noite paulistana, sendo referencia nos guias de pontos turísticos de São Paulo há mais de uma década”, escreveram os advogados da empresa em 2018.

Na última quarta-feira (10/2), entretanto, a Justiça decretou sua falência. “Não bastasse a confissão das Recuperandas quanto ao inadimplemento do plano de recuperação judicial, há prova nos autos neste sentido, além de diversas manifestações neste sentido”, assinalou Marcelo Sacramone na sua decisão.

Segundo o magistrado, “com a determinação do poder público de restrições ao comércio, estão sem perspectiva de retomada de suas atividades”.

“Ressalto, entretanto, que o inadimplemento não se justifica apenas em razão da pandemia. O crédito trabalhista deveria ter sido pago em novembro de 2019. Antes, portanto, da pandemia, a recuperanda já era inadimplente”, ponderou o juiz.

“Assim, é caso de convolação da recuperação judicial em falência, pois a recuperanda não se encontra em atividade empresarial, o plano foi descumprido, não há prestação de informações, não há perspectiva de retomada, não há estruturação para superar a crise, nem diligência por partes dos interessados para que a insolvência seja concretamente superada”, escreveu Sacramone.

Fonte:  Jota

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