Leia carta-bomba de Palocci ao PT escrita em 2017: ‘Presenciei desmonte moral’ de Lula

Palocci pede desfiliação do PT – O ex-ministro da Casa Civil do governo Lula pediu desfiliação do PT em 2017 por meio de uma carta em que reconhece erros e ‘ilegalidades’ e faz duras críticas ao ex-presidente Lula, a quem lhe chamava de ‘irmão’. Palocci se mostrou contrariado por conta de um processo administrativo aberto contra ele no Partido dos Trabalhadores após sua delação premiada, na qual implicou Lula em crimes de corrupção.

“De qualquer forma, quero adiantar que, sobre as informações prestadas em 06/09/2017 (compra do prédio para o Instituto Lula, doações da Odebrecht ao PT, ao Instituto e a Lula, reunião com sondas e a campanha de 2010, entre outros) são fatos absolutamente vedadeiros. São situações que presenciei, acompanhei ou coordenei, normalmente junto ou a pedido do ex-presidente Lula. Tenho certeza que, cedo ou tarde, o próprio Lula irá confirmar tudo isso, como chegou a fazer no “Mensalão” – Antonio Palocci, ex-ministro da Casas Civil do governo Lula, condenado por corrupção

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A carta de Palocci segue e o ex-ministro sobe o tom ainda mais:

“Sei dos erros e ilegalidades que cometi e assumo minhas responsabilidades. Mas não posso deixar de destacar o choque de ter visto Lula sucumbir ao pior da política no melhor dos momentos de seu governo. Dissociou-se definitivamente do menino retirante para navegar no terreno pantanosos do sucesso sem crítica, do “tudo pode”, do poder sem limites, onde a corrupção, os desvios, as disfunções que se acumulam são apenas detalhes, notas de rodapé no cenário entorpecido dos petrodólares que pagarão a tudo e a todos” – Antonio Palocci, ex-ministro da Casas Civil do governo Lula, condenado por corrupção

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Palocci aborda ponto de vista ‘político’

“Sob o ponto de vista político, estou bastante tranquilo em relação a minha decisão. Falar a verdade é sempre o melhor caminho. E, neste caso, não posso deixar de registrar a evolução e o acúmulo de eventos de corrupção em nossos governos e, principalmente, a partir do segundo governo Lula”, afirma.

Palocci ainda relata uma cena que o teria chocado, tamanha a normalidade com que Lula, segundo ele, negociava propinas.

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“Um dia, Dilma e Gabrielli dirão a perplexidade que tomou conta de nós após a fatídica reunião na biblioteca do Alvorada, onde Lula encomendou as sondas e as propinas, no mesmo tom, sem cerimônias, na cena mais chocante que presenciei do desmonte moral da mais expressiva liderança popular que o país construiu em toda a sua história” – Antonio Palocci, ex-ministro da Casas Civil do governo Lula, condenado por corrupção

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Leia a carta de Palocci na íntegra aqui.

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