Freixo faz discurso ‘antológico’ em votação sobre prisão de Daniel Silveira

O deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) segue se destacando na Câmara dos Deputados e hoje, na votação que manteve a prisão do colega Daniel Silveira (PSL-RJ), não foi diferente.

Marcelo Freixo (Psol-RJ) foi incisivo em seu voto / Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Freixo se destacou em sua fala em nome da Oposição da Casa, espaço cedido pelo colega André Figueiredo (PDT-CE), a quem fez questão de agradecer: “Agradeço o gesto do colega André Figueiredo, líder da Oposição, que cedeu o espaço para que eu pudesse falar”.

Em seguida, o parlamentar iniciou sua fala, elogiada como ‘antológica’: “O que está em julgamento não é o deputado em si, e sim que todo deputado tem que respeitar a constituição, coisa q ele nunca fez. Será abandonado pelo bolsonarismo e será esquecido, sua utilidade já passou”.

O psolista se disse espantado por ver na defesa do colega a reivindicação da liberdade de expressão em nome do AI-5, ato do regime militar que acabou com a liberdade de expressão. “O Brasil realmente não é para amadores”, ironizou, citando jargão político-popular.

Freixo aproveitou para fazer um apelo aos deputados (as) para que o Parlamento não confunda as duas coisas. “Quem pede é um humilde professor de história. Não cometam esse erro, já registrado no passado”.

O professor prosseguiu argumentando que Silveira reiteradamente faz ameaças e promove o ódio. “Temos uma disputa de sociedade. Uma sociedade racista, homofóbica e portanto, fascista”, afirmou. “A prisão é legal, justa. Como deputado, que tenho imunidade, não quero ser confundido com isso”.

Freixo chegou ao fim de sua fala falando sobre a defesa da democracia brasileira. “É a democracia que está em jogo. Para preservar nossas diferenças”, pontuou.

Eleito melhor deputado do Brasil em eleição popular, o historiador finalizou lembrando da ex-assessora e vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), assassinada no Rio de Janeiro em 2018, crime sem solução até hoje:

“Meu voto é em homenagem à Marielle Franco, mulher negra brutalmente e covardemente assassinada. Marielle será lembrada sempre porque ficou gigante. O senhor, que ficou conhecido pela sua prisão e por quebrar a placa da Marielle, ficou pequeno”

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