Ciro Gomes crê em derrocada de Bolsonaro e sobe tom contra Lula: “Corruptor”

Ciro Gomes, Bolsonaro e Lula – O presidenciável Ciro Gomes (PDT) concedeu uma entrevista ao jornal Valor Econômico onde disse crer na derrocada de Jair Bolsonaro e subiu o tom das críticas ao ex-presidente Lula (PT). “É o maior corruptor da história brasileira”, disparou Ciro.

O ex-governador demonstrou otimismo para a disputa no ano que vem em meio às últimas pesquisas. “A essa distância de tempo, nenhuma pesquisa acertou o que aconteceu no Brasil”, afirmou.

No cenário que Ciro projeta para a sua quarta tentativa de chegar à Presidência, o presidente Jair Bolsonaro está derretendo. Para o pedetista, a possibilidade de Bolsonaro não chegar ao segundo turno é real. “Ele está incitando a tropa, mas vai faltar chão”, diz. Em grande parte, devido ao quadro econômico muito ruim que prevê para 2022.

“Hoje, a tendência consistente é que Lula está em seu máximo e Bolsonaro, em processo de derretimento” – Ciro Gomes

O ex-governador aposta na construção de uma aliança com PSB, Rede, PV, PSD e DEM, sobretudo depois do movimento do vice-governador de São Paulo Rodrigo Garcia, que trocou o DEM pelo PSDB estimulado pelo governador tucano João Doria. “Vão fechando as portas do PSDB, a minha fica aberta”, disse.

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Na economia, Ciro não traz novidades por ora. Ele relança a proposta de reforma da previdência que apresentou em 2018, um modelo misto entre repartição e capitalização, e quer alternativas de controle fiscal para revogar o teto de gastos.

Seus principais coordenadores econômicos seguem sendo Nelson Marconi, professor da FGV de São Paulo, e o deputado federal Mauro Benevides Filho (PDT-CE). A esse grupo se somou o economista Paulo Rabello de Castro, que foi candidato a vice-presidente em 2018 na chapa de Álvaro Dias. A seguir os principais trechos da entrevista:

“O Brasil não cabe na esquerda, nunca coube. Mas também não cabe na direita. O que precisamos é de uma aliança” – Ciro Gomes

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Valor: As pesquisas mostram que quase 70% do eleitorado opta por Lula ou Bolsonaro, deixando pouco espaço para terceira via. O Datafolha apontou uma dianteira clara de Lula, mantendo a polarização. Qual a sua leitura dessas pesquisas?

Ciro Gomes: A essa distância de tempo, nenhuma pesquisa acertou o que aconteceu no Brasil. O que está acontecendo de forma atípica neste momento? O Supremo Tribunal Federal ligou o motor de partida de 2022, na prática. Faz dois meses que Lula teve restaurado seus direitos políticos. Bolsonaro está derretendo, consistentemente. Não me surpreenderia. Mas o processo só começa de verdade em abril de 2022. O Moro é candidato? Enquanto não tiver o prazo final de filiação, as pesquisas vão colocá-los como candidatos. O prazo é abril. Por que Lula é a figura? Porque Bolsonaro está derretendo e o mais conhecido anti-Bolsonaro é o PT e Lula. Engolem as coisas do Lula para derrotar Bolsonaro. Mas se as pesquisas repetirem o que já estão dizendo, que eu derroto Bolsonaro, que Huck derrota, que Doria derrota, esse fator anti-Bolsonaro vai ficar menos tenso. Bolsonaro, desesperado, começa a tentar relembrar ao povo as razões que deram vitória a ele. Vão recuperar toda notícia da roubalheira, da inadimplência do povo produzida pelo lulopetismo. E aí, esse momento de grande euforia com Lula vai começar a colocá-lo na defensiva e predispor o país a procurar uma terceira via.

Valor: O senhor acha que Bolsonaro está derrotado e diz que haverá um anti-Lula com certeza. O senhor será esse anti-Lula?

Ciro: Acho que a probabilidade de se dar o segundo turno entre eu e o Lula está crescendo. Acho que Moro e Huck não são candidatos. Nem Doria. Se ele for, será fragilizado porque está muito mal em São Paulo e nunca teve entrada no Brasil. O único organizado, com o partido harmônico, sem confusão, sou eu. O que se vê com a ciência que é possível nessa área? Hoje, a tendência consistente é que Lula está em seu [patamar] máximo e Bolsonaro, em processo de derretimento.

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Valor: O senhor não citou o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Acha que não disputará? E descarta a candidatura de Eduardo Leite por outro partido como o PSD?

Ciro: Eduardo Leite é o candidato das prévias do PSDB anti-Doria. Será o candidato do PSDB à Presidência ou virá para uma composição. Com o DEM, partido do Mandetta, estou negociando, propondo aliança. Isso já funcionou em Salvador [em 2020], quando indicamos o vice e ganhamos no primeiro turno contra o PT.

Valor: ACM Neto topa essa aliança com o senhor?

Ciro: Estamos conversando. O DEM está com um problema interno porque Bolsonaro tentou empolgar o DEM por dentro, usando o Onyx Lorenzoni. Doria tentou empolgar o DEM por fora, forçando a mão do vice-governador de São Paulo, que não funcionou, e o Rodrigo Maia rompido, saindo do DEM. O grande esforço do ACM Neto é homogeneizar o DEM para fazer um entendimento. Tem o PSD também. Apoiamos o [Alexandre] Kalil no primeiro turno e ganhamos a eleição em Belo Horizonte. Vamos apoiá-lo se for candidato a governador. O PSD tem proposta formal para nossa de aliança, além do PSB, PV e Rede. É com essa aliança que estou trabalhando.

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Valor: Uma aliança com esse perfil tem vários componentes de centro, centro-direita. O senhor tem trabalhado no campo da esquerda. Não precisaria fazer um gesto, um movimento de virada ideológica?

Ciro: Não. Tenho clareza do que penso. A proposta sempre foi de centro-esquerda. Mas o Brasil não cabe na esquerda, nunca coube. Mas também não cabe na direita. O que precisamos é de uma aliança de centro-esquerda. Precisamos recuperar o Estado e sua capacidade de investir, de planejar, coordenar. A minha proposta de reforma tributária você pode chamar de esquerda mas está em linha com as melhores práticas internacionais. Só o Brasil e a Estônia não cobram lucros e dividendos. Nos Estados Unidos, epicentro do capitalismo global, o imposto sobre as grandes heranças tem alíquota de 29%. No Brasil é 4%. Isso é esquerda? Imposto Territorial Rural tem volume arrecadado menor do que o IPTU da cidade de São Paulo. É puro patrimonialismo. Renúncia fiscal em plena crise fiscal.

Valor: O senhor não se incomoda com a aproximação do DEM com Bolsonaro?

Ciro: Bolsonaro tenta apropriar-se do DEM em hostilidade ao ACM Neto. É disputa que está acontecendo. Onyx é do DEM. Vamos ver quem ganha. Se Bolsonaro ganhar, ao vencedor, as batatas. Acho que ACM Neto ganha. Sobre as alianças, temos que ver que o tamanho do problema brasileiro é inédito. É a primeira vez na história que em uma década temos zero de crescimento. O Brasil está com déficit primário de R$ 900 bilhões, cinco vezes o maior da história. A dívida pública está galopando para 100% do PIB. Acende a luz vermelha da confiança, do mercado, e a Selic é ficção. Vai ter que subir. A inflação já é de 7% nos 12 meses no varejo. No atacado é de 32% apurada pelo IGP-M. Tem mais da metade da população no desemprego, maior desalento da história, o câmbio mais competitivo e a indústria com o menor nível de exportação. O descalabro é absoluto. A aliança necessária para fazer a transição é muito ampla. Que diabo é centro? O que é direita? É o agronegócio está ameaçado de perder mercado pelas loucuras feitas por Bolsonaro no campo diplomático?

Valor: Lula busca os partidos de centro-direita, reuniu-se com Renan e Sarney, com o PSD. Como avalia esse avanço do Lula?

Ciro: Lula se esforça para retomar o poder e eu, para recuperar o país. O povo vai arbitrar. O que seria do bolsonarismo boçal se não fosse a contradição do Lula? Quem pariu a Dilma? A crise fiscal? Bolsonaro está agravando, mas quem fez isso foi Lula. Quem arrebentou a economia brasileira, as contas do país foi o Lula, o lulopetismo.

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Valor: O senhor e seu irmão foram ministros de governos petistas. O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), é aliado do senhor. Não é um desafio se mostrar distante de Lula e do PT?

Ciro: Claro que é, mas não estou dizendo nada disso agora. Quando Lula cometeu a imprudência de colocar Michel Temer como vice de Dilma, disse que Temer era corrupto, chefe de uma quadrilha inescrupulosa, sócio do Eduardo Cunha. Dilma disse que eu estava magoado. Quando entregou Furnas para Cunha, denunciei. Fui ministro com condições objetivas, de tirar a transposição do São Francisco do papel. Depois não aceitei mais ser ministro. Quando Cid renuncia ao ministério? Quando denuncia a roubalheira do Cunha. Quem vai ter que se explicar agora é o Lula porque vou para cima dele. Vamos derrotar Bolsonaro e vou propor mudança. Lula é parte central da corrupção. Lula é o maior corruptor da história moderna brasileira. E não aprendeu nada. Fica na lambança, prometendo a volta de um passado idílico que é mentira.

Valor: O Centrão está mais forte e fez um orçamento paralelo no Congresso, com bilhões em emendas de relator. Como ficará a relação do presidente com o Centrão, caso tenha que lidar com esse grupo, se for eleito?

Ciro: A fraude é Bolsonaro ter sido eleito com discurso antipolítico, propondo a moralidade. O único orçamento que ele administrou foi do gabinete dele, que ele roubou todinho. Bolsonaro roubava dinheiro da gasolina. Roubava dinheiro de funcionários fantasma. E onde estavam Valdemar Costa Neto, do PL, Ciro Nogueira, do PP, Roberto Jefferson no governo FHC? Estavam com FHC indicando cargos. No governo Collor? Depois com Lula, onde estava Valdemar Costa Neto? Mandando no Dnit. Jefferson foi o estopim do mensalão, que Lula entregou os Correios para ele. Dilma, na véspera do impeachment estava conversando com ministro Agnaldo Ribeiro tentando contornar, falando com Ciro. Conheço esse pessoal de longa data. O pai de Valdemar Costa Neto votou em mim para presidente em 1998. O Ciro Nogueira foi meu colega deputado. O Kassab votou em mim. Conheço essa gente toda.

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Valor: E como pretende lidar?

Ciro: Vou pedir ao povo que vote em deputados e senadores comprometidos com esse conjunto de ideias que vou apresentar. Quem o povo eleger eu vou negociar. Apenas é preciso separar o que é participação política, que é normal, emenda individual é normal. O que não pode é roubar um terço das emendas, ter emenda do relator, que é aberração. Isso é roubalheira, assunto de Ministério Público. E assim será no meu governo. Participação vai ter, emenda vai ter, agora emenda de relator não vai ter. E sabe quantos partidos do Centrão estarão com Bolsonaro em 2022? Nenhum. Anote aí.

Valor: E qual destino desses partidos? Vão apoiar quem?

Ciro: Pode acontecer de não apoiar ninguém. Valdemar [Costa Neto, do PL] conversa com Lula. Kassab conversa comigo e com Lula, DEM conversa comigo ou pode lançar candidato. Mas com Bolsonaro não fica ninguém. Anote aí. Bolsonaro vai ficar com PSL se o Luciano Bivar resolver ser generoso com ele, mas acho que não será.

Valor: E por quê? Por que não manter essa situação se é conveniente a eles?

Ciro: Porque Bolsonaro vai perder a eleição e ele será companhia tóxica para os políticos.

Valor: O que fazer com o teto de gastos? Como fazer uma mudança sem agitar o mercado?

Ciro: Revogá-lo. O ‘barata voa’ já está acontecendo. Bolsonaro acabou de fazer uma portaria arrebentando o teto de gastos, não só do governo federal, mas dos Estados. O orçamento de guerra é uma ficção contábil. A emenda da austeridade é outra ficção contábil. E teto de gastos foi para o beleléu no primeiro ano porque nunca foi praticável. Qual a literatura que sustenta, qual precedente que sustenta? Teto de gastos é aberração. Pode estabelecer com lei complementar, uma resolução do Senado que limite a dívida. Onde é que já se viu criar teto para 20 anos? As despesas obrigatórias estão crescendo 9% acima da inflação no governo Bolsonaro. O teto de gastos vai para onde? Para deprimir a taxa de investimento a zero. Isso tem um ‘trade off’ que acaba com a economia do país. Para manter a infraestrutura precisa gastar 2,5% do PIB, mas gastamos 0,75% com tudo. Tem que reconstitucionalizar o país e acabar com essa loucura, feita em cima da pernas por uma elite que não entende nada.

Valor: O economista Paulo Rabello de Castro entrou na sua equipe. Com quem mais o senhor tem conversado na economia?

Ciro: A minha equipe é liderada pelo professor Nelson Marconi, da FGV de São Paulo, pelo professor Mauro Benevides Filho, PhD em Vanderbilt, e agora o Paulo Rabello de Castro entra também para essa coordenação central. Mas tem 600 pessoas trabalhando para me ajudar a construir essa compreensão. Consulto com regularidade Bresser Pereira, Delfim Netto, Luiz Gonzaga Belluzzo… E converso de vez em quando com André Lara Rezende, Pérsio Arida, Armínio Fraga. Ainda hoje participei de um rodada de conversas. Eu estou propondo a economia do bom senso.

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Valor: De Armínio a Bresser é um leque bastante amplo, não?

Ciro: Hoje tive uma conversa coletiva em que estava o Pérsio e o André, um grupo grande, com empresários. Temos algumas afinidades e grandes divergências. Eles consideram que a minha proposta de uma política industrial de comércio exterior é uma impertinência teórica, e eu tento demonstrar que isso é o que o mundo inteiro está fazendo. Estamos de acordo que o colapso fiscal existe e que a prioridade deve ser ganho de produtividade, que só virá com um grande e meritocrático choque de educação, ciência, tecnologia e inovação. Temos grande convergência na questão tributária. Estou propondo cobrar imposto sobre lucros e dividendos empresariais, só o Brasil não cobra. Por que razão uma pessoa física recebe lucros e dividendos e não paga? O imposto sobre herança é de 4%. Qual deles me antagoniza publicamente? Nenhum. Nem privadamente.

Valor: O senhor defendeu já em 2002 a capitalização da Previdência, em sua segunda campanha presidencial. Ainda defende isso? Paulo Guedes tentou e não conseguiu.

Ciro: Paulo Guedes não tem proposta nenhuma, não conhece o Brasil. Ninguém defende essas aberrações que o Guedes defende, com estes componentes demofóbicos que ele não consegue disfarçar. Só três países importantes adotam o regime de repartição: Brasil, Argentina e Venezuela. Não por acaso estão quebrados. O problema da Previdência brasileira não é despesa, é receita. O problema do modelo previdenciário brasileiro é ele mesmo. O regime de repartição é um contrato intergeracional que para funcionar precisa de alto nível de formalização do mercado de trabalho e bônus demográfico. A conta não fecha. Minha proposta é o sistema misto com três pilares, que mencionei na eleição de 2018. Está prontinho o modelo para uma dinâmica de elevação da formação bruta de capital no Brasil.

Valor: O senhor avalia que a democracia no Brasil corre riscos?

Ciro: Hoje a possibilidade de Bolsonaro liderar um golpe é nula. Ele tem entrada na Polícia Militar, está formando uma milícia. Está facilitando armas, acabou com o rastreamento de munição. O delírio dele é absoluto. Mas os militares não vão fazer golpe e não há respaldo internacional.

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Valor: O senhor tem mantido contato com os militares diretamente ou por interlocutores?

Ciro: Tenho. Na ativa e na reserva. E tenho dito a eles, o Bolsonaro tentou transformar as Forças Armadas em um partido político. Estão em cargos políticos 3,8 mil militares da ativa, dobrando salários, isso não é possível. Quando a gente vê um babaca, genocida e palerma como [Eduardo] Pazuello chegar ao generalato, me parece que temos que discutir a formação e os critérios de promoção também.

Valor: Há influência forte do presidente nas polícias militares em vários Estados, inclusive no Ceará…

Ciro: Ele organizou uma milícia pra valer, perigosíssima. Atiraram no meu irmão para matar [ o senador Cid Gomes foi baleado ao avançar com uma escavadeira contra policiais amotinados]. Hoje está sob controle, porque fomos severos. O Ceará tem 184 municípios, foram fazer levante em Sobral, que é a minha cidade. Expulsamos mais de 100 bandidos, processamos todos. Eles entraram para a política.

Valor: Que perfil de vice o senhor pensa?

Ciro: Até abril ninguém fechará com ninguém. Estou trabalhando em um arco de alianças que reúne PSB, Rede, PV, DEM, PSD. Não excluo ninguém. Eles que vão indicar o vice. Idealmente seria uma mulher, do Sul ou do Sudeste, ligada ao comércio, indústria ou agricultura, para complementar a chapa. De preferência negra.

Valor: Como estão as alianças estaduais, os palanques em São Paulo, no Rio e no Nordeste?

Ciro: O PDT vai surpreender porque está crescendo muito. Vamos ter candidato competitivo no Ceará, Rio Grande do Sul, Maranhão… Estamos trabalhando na construção de diálogos. O nosso candidato na Bahia é ACM Neto (DEM) e postulamos participar da chapa. Em Minas é o Alexandre Kalil (PSD), também pleiteamos lugar na chapa. No Rio, com grande chance, é o nosso Rodrigo Neves. Em São Paulo, temos uma conversa instigante que não dá para revelar. Apoiamos em 2020 Márcio França (PSB) para prefeito. Ele está no nosso arco. Precisamos ver o que vai acontecer no PSDB. Essa é a grande questão. O Geraldo Alckmin vai ser candidato?

Valor: Então pode ser uma solução de Pindamonhangaba, terra natal de vocês dois?

Ciro: Não seria interessante? Não seria uma coisa boa?

Valor: O senhor convidou o Alckmin para se filiar no PDT?

Ciro: Não, nós não somos o Lula. Respeitamos os partidos. Sou amigo do Alckmin há muitos anos. Se ele estiver interessado em conversar conosco, teremos muita honra em conversar. Doria está em uma grande confrontação nacional. Fez ruptura importante com o DEM ao filiar o Rodrigo Garcia, terá repercussões nacionais. Alckmin terá frustrada a pretensão de ser o candidato do PSDB. Vamos ver o que vai acontecer. Vão fechando as portas do PSDB. A minha fica aberta.

Valor: O senhor trouxe para a comunicação do partido o João Santana. Não incomoda o passado dele, condenado pela Lava-Jato, preso e libertado depois de delação?

Ciro: Não. Ele é o melhor do mundo. Em nove campanhas presidenciais que fez, venceu oito. Não foi condenado por corrupção, foi condenado por receber caixa 2 [na realidade, Santana foi condenado por lavagem de dinheiro]. E ele já pagou pelos erros que cometeu. Não deve mais nada para a sociedade.

Fonte: Valor Econômico

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