Em meio à pandemia, Bolsonaro empossa 4° ministro da Saúde em um ano

O presidente Jair Bolsonaro empossou, nesta terça-feira (23), Marcelo Queiroga como o seu quarto ministro da Saúde desde o início da pandemia de covid. Sem alarde, Queiroga foi oficializado uma semana depois de ser convidado por Bolsonaro para assumir a luta contra o coronavírus, que já deixou mais de 295 mil mortos.

O cardiologista Marcelo Queiroga, de 55 anos, “foi empossado no cargo em solenidade privada”, em substituição ao general Eduardo Pazuello, informou o Ministério da Saúde em nota.

“O novo ministro atende aos critérios técnicos e ao perfil de reputação ilibada exigidos para o cargo, com ampla experiência na área, não só da saúde, mas de gestão”, acrescenta o informe.

Em 15 de março, o presidente anunciou que nomearia Queiroga para substituir Pazuello, fortemente criticado pelo gerenciamento da pandemia nos dez meses em que ocupou o cargo.

A demora para empossar Queiroga criou uma situação inusitada na qual havia dois ministros da saúde, aumentando as críticas ao governo, num momento em que a letalidade da covid-19 bate recordes e hospitais estão à beira do colapso.

Segundo informações publicadas pela imprensa, Pazuello poderá assumir a secretaria especial do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), do Ministério da Economia.

Dessa forma, ele manteria o foro privilegiado, evitando eventuais processos judiciais em instâncias inferiores devido à falta de abastecimento de oxigênio em Manaus, onde em janeiro dezenas de pacientes morreram sufocados por causa da falta deste insumo nos hospitais.

Com 212 milhões de habitantes, o Brasil supera as 2.000 mortes diárias por coronavírus em uma média de sete dias, o triplo do que registrava em janeiro, e acumula mais de 295.000 vítimas do vírus, balanço superado apenas pelos Estados Unidos.

Especialistas afirmam que o aumento de casos e mortes foi agravado por uma nova variante mais contagiosa do vírus proveniente da região amazônica.

Os dois primeiros-ministros da Saúde, os médicos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, deixaram o cargo ao enfrentar Bolsonaro por causa de sua rejeição às medidas de distanciamento social e ao uso de máscara como forma de conter a pandemia.

Fonte: Estado de Minas

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