“Ditadura nunca mais!”, rebate Gilmar Mendes a Villas Bôas

Gilmar Mendes não deixou barato a ironia do ex-comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, à manifestação do ministro Edson Fachin, na segunda-feira (15), quando disse ser ‘inaceitável’ qualquer forma de pressão sobre o Poder Judiciário, tuíte que Villas Bôas respondeu de forma debochada: “três anos depois”.

Nesta terça-feira, Mendes deu o troco no Twitter:

A polêmica começou com o lançamento do livro ‘General Villas Bôas: Conversa com o Comandante’, a partir de uma entrevista do general ao pesquisador Celso Castro. Na entrevista, o general declarou que teria planejado o tuíte, que foi interpretado como pressão ao STF antes do julgamento de um dos recursos da defesa de Lula, com o Alto Comando do Exército.

“Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”, tuitou Villas Bôas na véspera do julgamento de Lula.

Chegou a se especular que o texto continha uma ameaça velada de golpe, caso Lula fosse solto. O argumento foi de que a soltura do ex-presidente poderia influenciar a campanha eleitoral de 2018. Curiosamente, Fachin era relator do recurso de Lula, que na ocasião foi negado pelo plenário do Supremo.

Villas Bôas comandou o Exército por quatro anos, durante os governos Dilma e Temer e hoje é um dos principais “conselheiros” de Bolsonaro. “O que nós já conversamos morrerá entre nós. O senhor é um dos responsáveis por eu estar aqui”, disse o presidente após assumir o cargo, em 2019.

 

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