Datafolha: 1 em cada 4 brasileiros diz ter feito ‘tratamento precoce’ contra a covid

Brasileiros e o ‘tratamento precoce’ – O Instituto Datafolha divulgou pesquisa nesta quarta-feira (19) mostra que 23% dos entrevistados, quase um em cada quatro brasileiros, afirma ter usado remédios do chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19 ou para prevenir a infecção pelo coronavírus.

Na lista de medicamentos estão a cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e outras substâncias que não tem eficácia comprovada contra a doença. O uso, contudo, é incentivado pelo presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores.

A pesquisa ouviu 2.071 pessoas por meio de entrevistas presenciais em 146 municípios do país, nos dias 11 e 12 de maio de 2021. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

O instituto fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “Você tomou algum remédio para se prevenir ou tratar precocemente a Covid-19?” O resultado foi:

  • Sim: 23%;
  • Não: 77%.

Da amostra completa, o Datafolha questiona também de que forma o entrevistado que fez uso dos remédios conseguiu comprar a medicação:

  • Comprou por conta própria: 12%
  • Comprou com receita médica: 11%

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Por fim, é perguntado também sobre a motivação para tomar os remédios sem eficácia.

  • Teve Covid-19: 6%
  • Estava com suspeita de Covid-19: 5%
  • Prevenção: 12%

 

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Avaliação técnica

O tratamento sem comprovação contra a Covid-19 deixou de ser pauta central do governo federal. Em depoimento à CPI da Covid, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse nesta quarta-feira (19) que o presidente Jair Bolsonaro não deu, “em hipótese alguma”, ordens diretas sobre tratamento precoce contra a doença.

Mostra da mudança de posição é que, nesta semana, um grupo técnico formado a convite do Ministério da Saúde elaborou um documento preliminar com orientações contra o uso da cloroquina, azitromicina, ivermectina e outros medicamentos sem eficácia no tratamento da Covid-19 em pacientes hospitalizados por causa da doença.

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A análise é parte da elaboração de um protocolo único sobre como os doentes devem ser atendidos nos hospitais e também trata de intubação, oxigênio e outros pontos dos cuidados hospitalares.

O texto será agora analisado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Ele será colocado em consulta pública por um período de 10 dias e depois pode vir a ser adotado como uma nova orientação do governo federal sobre o tema.

Fonte: G1

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Citado na CPI, virologista francês assumiu em janeiro que cloroquina é ineficaz

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