Covid-19: um milhão de mortos nas Américas

Menos de um ano depois do registro do primeiro óbito, 1 em cada 1.000 habitantes do continente já morreu por causa da pandemia do novo coronavírus. A maioria dos prognósticos não epidemiológicos sobre a pandemia falhou. Políticos, comentaristas da mídia e entidades de estudos econômicos subestimaram a dimensão do problema ou superestimaram a capacidade dos Estados para enfrentar uma situação desconhecida.

Enquanto a América inteira espera uma vacina —até agora distribuída de forma mais lenta que o desejável —, as ferramentas usadas para navegar os meses que faltam até a imunidade coletiva parecem ao mesmo tempo velhos e subutilizados. Além disso, é preciso enfrentar o efeito (muito real) da fadiga pandêmica.

Mas, talvez, chegar a uma quantidade de mortes que poucos se atreviam a prever sirva para demonstrar as coisas que definitivamente não funcionam: criar expectativas errôneas minimizando riscos; desenhar horizontes próximos, mas inviáveis, inclusive ocultando ou tergiversando informações para isso; não levar a sério nem dar o exemplo com medidas que já se mostraram efetivas —ventilação, distância, máscara, rastreamento de casos, isolamento individual e apoio aos necessitados—, as únicas que sabemos que podem nos ajudar a suportar os meses que faltam para a imunização completa pela vacina, sem recorrer o tempo todo a quarentenas que ninguém mais esperava.

Compartilhe

Written by:

1.631 Posts

Siga nossas redes! https://linktr.ee/brasilindependente
View All Posts
Follow Me :

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.